.: Lua, de Luana

Uma mulher que gosta de viajar e, principalmente, conhecer lugares & pessoas.
"Lua vai dizer" foi inspirada na música de Katinguelê, a "Lua vaaai iluminar os pensamentos dela". Sendo assim, pretendo iluminar os caminhos de vocês. Boa viagem! :)

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

As belezas do Cabo de Santo Agostinho


Começando a postagem com um quadro? Né não.


Às vezes o paraíso está tão pertinho e a gente nem conhece... Me incluo sim, visitei pouco as praias do Cabo e à convite da Farol Turismo pude revisitar as belezas que a cidade oferece. 

Nesse encontro conheci Jalles do Conhecer Igarassu (por sinal, será meu próximo destino, pertinho de Recife e cheio de histórias e natureza pra gente conhecer - cola nele pra pernambucar pelo norte de Pernambuco) e as blogueiras Thamires, a mais charmosa de PE e Queli, a diva do NE, pense na diversão que foi! Vou contar um pouco do que vi e conheci no passeio pelo litoral sul de Pernambuco (Recife->Jaboatão->Cabo). Até meu jeans viajante foi junto (uma jaqueta que estou personalizando com várias imagens). Quem me acompanha no insta já viu por onde ele tá rodando - e vem mais lugares por aí.


Quem achar mais adesivos colantes me dá :) 


O catamarã
A primeira parada foi no Bar do Doido, onde o acesso segue de carro sentido praia de Suape. Confesso que em alguns trechos são estreitos e para um bom manobrista, meia ré basta, hahaha. O bar conta com boa estrutura, mesas espalhadas, um cardápio delicioso, bom atendimento, lugares lindos pra foto e um passeio de catamarã pelo rio Massangana, que divide os municípios do Cabo e de Ipojuca.

O catamarã percorre em direção das ilhas de Tatuoca e Cocaia, com duas paradas para banho. No trajeto, o encontro do rio com o céu azul parece uma pintura; o resort Vila Galé me faz querer hospedagem em 10x sem juros; o Porto de Suape (o segundo maior do Brasil) faz a gente desejar um iPhone daqueles containers, só um; e as águas mornas me fizeram sentir a princesa que desejo ser/sou (livre, leve). Na volta do passeio, uma bela peixada com pirão (maravilhosooooo) e arroz. Não vou postar foto aqui pra não fazer raiva e desejo a vocês e nem a mim, pra querer comer de novo.



Igreja N. Sra. Nazaré





Após o Bar do Doido, seguimos pra Vila de Nazaré, com sua famosa igreja de Nossa Senhora de Nazaré, com construção em 1597 e ruínas do Convento Carmelita, de 1731, cheias de história e que dão acesso à sacristia da igreja. 

Em frente a ela, uma barraquinha com licores deliciosos (o de amarula amei!), cocada, mel... Impossível não comprar nada diante da simpatia dos donos. Seguindo o caminho, vemos a casa do Faroleiro e a bela vista pro mar pernambucano. Só queria ser o Rei Leão pra dizer "tudo o que você vê é seu".  


"A rua é menor que o mundo. O mundo é grande" (Drummond)


Pra fechar o roteiro, uma visita a praia de Calhetas, sou apaixonada pela vista de lá. E sabe o que foi inédito? Minha descida na tirolesa de lá, nunca tinha ido! É de boa, tranquila, sem muita aventura, mas ver a praia de cima é bem bonito! 

O valor da descida foi R$20 reais 1x, R$30 2x (fui duas porque sou dessas). E ouvi que fui muito corajosa por descer, povo ainda fica impressionado quando veem minhas "loucuras" pelo mundo. O que a gente precisa é só coragem (pra tudo na vida, presta atenção).


Será se eu gostei do passeio? Pela cara acho que sim :)

Gostaram? Curtiram? Bora pernambucar mais e valorizar nossa terra que precisa não apenas de saúde, mas de apoio para reconstruir o que a pandemia levou? Isso é um resumo de como foi mais um dia de turista com a FAROL TURISMO. Sigam eles no Instagram, fala com eles pra agendar seu passeio: (81) 98896-4764

Xero grande!

sábado, 14 de novembro de 2020

Vale do Catimbau - Pernambuco


Há quem ache que Pernambuco só tem praia e bolo de rolo... Puro engano! O Vale do Catimbau quebra as barreiras (e o sedentarismo) dos visuais pernambucanos e vem mostrar belas paisagens, histórias, geografia, bioma do nosso grande nordeste brasileiro. As pessoas vendo as minhas fotos e perguntando "ONDE FICA?" já demonstra que a gente nem acredita que tem tudo isso por aqui. Eu também não acreditaria se não conhecesse.

Cantando igual a Luiz Gonzaga, "minha vida é andar por este país pra ver se um dia descanso feliz". Um dos melhores contatos é a conexão e a troca de energia com a natureza. O corpo cansa, a alma não e a gratidão é tanta que a gente "descansa feliz", não tem como. Uma vez na vida faz o mesmo, é sério!


Mirante da trilha do Chapadão


A cidade referência para o vale é Buíque, mas o Parque Nacional do Catimbau conta com mais 3 cidades: Ibimirim, Sertânia e Tupanatinga, entre o Agreste e Sertão pernambucano, sendo criado em Agosto de 2002. O parque é o segundo do estado (o primeiro é Fernando de Noronha), sendo considerado o segundo maior parque arqueológico do Brasil (o primeiro é a Serra da Capivara em Piauí). Conta com formações rochosas, pinturas rupestres, vegetação árida e caatinga e um visual deslumbrante a cada segundo. Tudo o que a gente estudou na aula de geografia a gente vê por lá, aprendizado ao vivo e in loco, melhor coisa! Pra quê Arizona se temos o Catimbau, confere?


COMO CHEGAR: fui por uma agência de viagens, mas é super possível ir de carro para lá. Seguindo pela BR-232, que cruza praticamente todo o Estado, Arcoverde é a cidade de referência, distante 255km de Recife. De Arcoverde para o vale é mais ou menos meia hora de carro. Em Arcoverde tem o Hotel Cruzeiro, com boa estrutura, quartos confortáveis e localizado bem na beira da estrada.

Em Buíque tem pousadas menores e uma central de guias turísticos. Chegando lá é só contratar um deles e escolher o roteiro das trilhas. Prepara a água, o lanche e as canelas que você não volta a mesma pessoa depois de umas andadas pelo agreste. Pra fica perfeito só faltava uma cachoeiras, pense num calor da gota!


Pinturas rupestres
Dentre as diversas trilhas do Vale, conheci a trilha dos Cânions (5km), da Igrejinha (1km), do Chapadão (3,5km) e pinturas rupestres Homens sem Cabeça. Todo o roteiro é considerado de dificuldade nível 3, com algumas subidas, pedras escorregadias... Cansa, mas aquela paradinha estratégica pra foto salva a respiração e o fôlego de qualquer trilheira meio sedentária feito eu.

Sempre falo, sempre digo, sempre brilho os olhos quando falo em viagens desse tipo (enfiada no mato, suando igual chaleira, pernas na base do Dorflex às vezes). Vicia demais essas paisagens. "A vida é nossa maior riqueza", então vamos juntar riquezas no coração e não aquelas que os homens podem roubar.

Conheça mais seu estado, seu país. Eu sou apaixonada pela Europa (já fui 1x), tenho vontade imensa de conhecer diversos países, mas isso não me impede de conhecer também minha região. Como posso falar bem, comparar, elogiar os lugares do meu país se nem os conhecesse? Informações do Google são boas, mas é bom viver tais experiências também.

Beijos com o amor igual ao do velame e a macambira (quem conhece o Catimbau sabe do que tô falando, hahaha).

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Cachoeira do Tio - Gravatá

Gravatá fica a 80 km de Recife e é conhecida como a "Suíça pernambucana". Imagine que temos quatro estações do ano bem definidas - verão, calor, mormaço e quentura - e quando pegamos 18 graus à noite usamos casaco, bota e cachecol. É assim que nos sentimos em Gravatá (e em algumas cidades do interior pernambucano) no inverno. 

Além do clima, muitas casas com estilo suíço (ou meio europeu de forma geral) deixam a cidade mais charmosa, com belos móveis de madeira que tornam a cidade um polo moveleiro importante pro estado. 



Sendo assim, nesse contexto de cidade urbana e aconchegante, soa estranho conhecer uma cachoeira em Gravatá. "COMO ASSIM, tem cachoeira lá? Eu não sabia!". Pois é, foi novidade pra mim também. Conheci com a equipe da Vértice Aventura e foi bem legal. Vou contar um pouco de como é a trilha e o passeio porque te digo, além de linda, a gente fica lembrando a trilha através das fotos e da dor nos músculos da perna, hahaha.



Pau-de-arara
De Recife a Gravatá, seguimos de van (todos com máscara, mãos devidamente higienizadas com álcool, medidor de temperatura e saturação OK). Uma parada na Rainha da Pamonha pra encher o bucho e aguentar o rojão do passeio é sempre uma boa pedida. A van nos deixa no restaurante que é nosso pit stop para pegar o pau-de-arara, famoso transporte de pessoas e alimentos no interior. Tem cidade que chama também de Jardineira. O trajeto de pau-de-arara é em torno de 1 hora até chegar na entrada na nossa trilha A PÉ. Vamos descendo o morro (e como tudo o que desce sobe, a gente fica preocupada já pensando na volta), beirando o rio, admirando a paisagem, subindo pedra, tirando foto, respirando ar puro, interagindo e criando ansiedade pela cachoeira. O calor vai aumentando e a gente só quer uma água gelada pra se banhar.  



Olha o sunset <3
A cachoeira do Tio faz parte de uma propriedade particular (a casa do tio) e tem 30m de altura. Pra chegar lá a gente arrodeou (deu a volta) praticamente no terreno todo e a volta pós-cachoeira é bem rapidinha, mas só subindo. Tem a opção de não descer com rapel, mas se andou aquilo tudo é
melhor fazer e se aventurar mesmo. A água é gelada, mas confesso que não senti tanto frio, o corpo quente da trilha ajudou. Não tem restaurante próximo, então é preciso levar lanche e líquidos para normalizar a glicose, pois só "almoçamos" em Gravatá às 18h. A conexão é apenas com a natureza, não tem sinal de celular muito menos de internet e modo avião é a melhor forma de economizar bateria.

Se vale a pena? Muito! Experiência única. Sou apaixonada por esse contato com a natureza e especialmente esse ano eu precisava ainda mais disso. Se planeja aí que em 2021 tem mais.


Meu Pernambuco é lindo demais, visse?

Agenda teu passeio com a Vértice Aventura: (81) 99702-8784